
Praia. Água, areia, vento, homem, criança. Esta última está dormindo.
O adulto, meio sonolento, sobe em um coqueiro de incontáveis metros de altura até a copa, acima das nuvens. Estavam lá três cocos, um feliz, um tristonho, e outro vermelho sem face alguma. Os cocos cochicham algo entre si e começam a rir baixinho. O coco vermelho, em vez de rir, inchava-se. O homem não sabia do que estavam rindo.
O coco vermelho, diante das risadas dos outros, cresceu até tapar o Sol. O adulto percebeu então que o alvo das risadas era este coco vermelho. “Ele precisa de uma boca para responder às risadas!” pensa, vendo o céu todo sendo tapado pela vermelhidão crescente. Arranca então uma folha de palmeira em forma de espada, e tenta desenhar uma boca neste novo sol que não parava de inchar.
BUM!
Uma supernova. O coco que estava sendo alvo das zombarias explode, e o homem cai dos incontáveis metros de altura até o mar. Morreu afogado várias vezes antes de chegar à praia são e salvo. Chovia água de coco e folhas em formas de espadas. A criança acabara de despertar.
- Tive um sonho estranhão. – disse ela enquanto brincava distraidamente com uma das lâminas clorofiladas que caíra por perto. - As pessoas andavam em caixas sobre chão negro, viviam em árvores cúbicas cinzentas e sentavam na frente de umas luzes lá... pareciam uns... tô me esquecendo agora, peraí...
A criança faz uma careta, procurando os detalhes que sumiam quanto mais tentasse lembrá-los. “Esses sonhos de criança...”, pensa o homem com um sorriso.









6 Knockchamps:
Massa, cara.
Ainda bem que eu, quando criança, tinha sonhos normais.
Olha a karinha dele!
Ainda bem que eu,como criança,tenho sonhos normais.
esses sonhos...
tá massa de rocha
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semelokertes marchimundui
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