
Os olhos que olham: parados
A boca que pergunta: parada
A caneta que escreve: parada
Alma ansiosa e angustiada!
Bate a campa
Os pés dos seus colegas dançam no intervalo
E o seu rosto, como o de quem se espanta:
Suas bocas cantam, só eu que me calo?
Chega em casa
Na estante, as bonecas abandonadas
No vaso, as flores quase secas
Rosa seca, seca a vida
Não servem mais para nada, pobres bonecas!
Abre o caderno
A caneta azul escreve vermelho
Os olhos jovens vêem cinzento
O corpo, esquecido e em desespero
Afogado e desolado mar adentro
Acorda
Na janela o sol não veio
Nas árvores, os pássaros não cantam
Na mente, a criança foi esquecida
Nos tempos esquecidos que encantam
Bate a campa
Os pés dos seus colegas dançam no intervalo
E a criança revolucionária, na sala se levanta
Fecha os livros com um estalo:
Na desgastada mão, o sangramento estanca
Na purificada mão, um pincel atômico
Desenha no quadro desenhos de criança:
Pessoas mal feitas dando as mãos
Um sol oval sorrindo para nuvens
Que mais parecem sonhos vagos na lembrança
Que nunca foram vividos, mas que importa?
Antes sonhos perfeitos a uma vida torta
Mas bate a campa, o professor está à porta
E os pobres olhos da recém-criança
Viram seus sonhos, suas fantasias e aventuras
Apagados,
Substituídos por matemáticas figuras!
8 Knockchamps:
Good shot, Son.
Caramba, ainda me surpreendo contigo.
Raki
Caramba, ainda me surpreendo contigo.
Caramba, ainda me surpreendo contigo.
Sharif
Caramba, ainda me surpreendo contigo.
Segundo
Crianças.. vou te contar!
ninininini nha nha
hoinc hoinc hoinc :D
Não tenho tanta criatividade com rimas ou palavras
Não tenho a delicadeza das flores nem o riso de uma dama
Não tenho as formas alvas e claras, alta e magra
Não tenho uma pena que me dite as descrições certas...
Só tenho uma alma agradecida que se agita ao ter o amigo na sua vista.
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